Marielle vive! Lula livre! E os avanços da besta fascista no Brasil.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Em que difere a morte de Marielle Franco de todas as outras mortes de dirigentes de esquerda este ano e em anos passados?
No ano de 2017 foram assassinados 66 activistas no Brasil (por exemplo, lideranças de movimentos sociais, dirigentes políticos de esquerda, ambientalistas, pessoas do movimento indígena e quilombola, enfim, exemplos não faltam).

O Acordo Normal

O muito mediatizado – diria até festiva e apaixonadamente celebrado – acordo entre PS e PSD, não pode deixar de ser visto como um acto absolutamente normal. Mais do que possível ou provável, o encontro convergente entre os dois é acima de tudo ideologicamente inevitável. Mais tarde ou mais cedo, cairiam nos braços um do outro, alinhados sob qualquer pretexto de circunstância. Sabemos agora, de uma forma mais clara, que as declarações de António Costa sobre a "negação" ou "impossibilidade" da criação de um bloco central valem zero, e que a "possibilidade" de tal acontecer já não é sequer uma “possibilidade”: na verdade, ela já começou a ser construída.

A nova fase da política de direita

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Os últimos meses foram mostrando os limites finais e intransponíveis da actual solução governativa. O potencial de progresso que este governo transportava, a capacidade de reparar os destroços sociais do anterior governo PSD-CDS, esgotou-se, insuficiente, na irresolúvel natureza de classe do Partido Socialista.

Sinhá Raquel e o seu marido (que até é brasileiro)

terça-feira, 20 de março de 2018

Já são recorrentes as viagens na maionese da marquesa, nome carinhoso atribuído pela sua mãe e revelado nas suas crónicas sobre si própria, o seu tema preferido. Desde cedo a sobranceria em relação à classe trabalhadora é demasiado evidente, como nos beijinhos e bolos que gosta de enviar aos piquetes de grevistas que estão ao frio a lutar pelos seus postos de trabalho enquanto se diverte em programas de televisão a veicular informações absolutamente desinformadas.

Marielle, Rosa, Catarina, Iñez, Alice

segunda-feira, 19 de março de 2018

A lista é infindável. As mulheres executadas porque defendem ideais que combatem a ordem vigente, rompem com o domínio do poder capitalista cujos instrumentos passam pela subjugação da mulher, da mulher negra, da mulher operária, da mulher reivindicativa, da mulher que luta contra um conceito de uma sociedade patriarcal que as quer silenciadas e no lar.

Vão vocês que eu vou lá ter

terça-feira, 13 de março de 2018

A história demonstra que há greves que se realizam por motivos políticos que vão para lá de reivindicações laborais. Aconteceu há pouco tempo na Palestina a propósito do reconhecimento dos Estados Unidos de Jerusalém como capital de Israel, aconteceu na Catalunha quando se reivindicava a legitimidade do resultado do referendo, aconteceu inúmeras vezes no País Basco quando eram assassinados militantes independentistas e aconteceu em muitos outros lugares do mundo por diferentes motivos. Mas em todos esses casos, as paralisações foram convocadas por estruturas sindicais. Ou seja, independentemente do que diga qualquer um de nós, quem decide em última instância sobre a oportunidade de uma greve geral é a CGTP. Ou seja, os seus membros. Podemos espernear, dizer que a Regina Marques isto, que a Fernanda Câncio aquilo, mas as greves não se decretam, fazem-se.